Privacidade e tratamento de dados
O Evolutiva trabalha com fichas de evolução e relatórios de pacientes de clínicas infantis. Isso é dado pessoal sensível — “dado referente à saúde”, na definição do art. 5º, II da LGPD.17 Esta página descreve, sem rodeio, o que acontece com esses dados.
Informações conferidas em 22 de setembro de 2026. Esta página não substitui o contrato de tratamento de dados assinado com cada clínica.
Quem é quem
A clínica é a controladora: é ela que decide por que e como os dados dos pacientes são tratados (LGPD, art. 5º, VI). O Evolutiva é o operador: trata os dados em nome da clínica e segundo as instruções dela (art. 5º, VII e art. 39).17
Num serviço de saúde, o tratamento de dados sensíveis se apoia no art. 11, II, “f” da LGPD — tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde ou serviços de saúde.17 A LGPD não exige, em texto expresso, um contrato entre controlador e operador; a ANPD trata esse contrato como boa prática, e nós o assinamos com cada clínica.20
O caminho dos dados
Onde os dados ficam
Fichas, sessões e relatórios ficam na AWS em São Paulo (região sa-east-1), criptografados em repouso com uma chave KMS criada para o Evolutiva, com rotação automática, e em trânsito por TLS.
O áudio da sua voz
Na evolução falada, a sessão com a criança não é gravada: o que você grava é a sua voz, depois do atendimento. O áudio sobe para São Paulo e é transcrito ali, pelo Amazon Transcribe, com a região fixada no código — não é uma configuração que alguém troque sem querer. Assim que o texto existe, o áudio é apagado, e o apagamento entra no registro de auditoria. O que segue para o modelo de IA organizar é o texto, não o som.
Quem consegue entrar
Não existe cadastro aberto: o acesso é criado por convite da clínica. A verificação em duas etapas por aplicativo autenticador é obrigatória, e a senha tem no mínimo 12 caracteres.
O que a IA recebe
No relatório, na verificação e na edição, o texto é pseudonimizado antes de ir para a IA: o nome do paciente vira [PACIENTE] e o do responsável, [RESPONSÁVEL]. Os nomes cadastrados na clínica nunca são enviados — a correspondência é feita no próprio sistema. Dois caminhos não têm essa máscara. A foto da ficha vai como está: se o nome estiver escrito no papel, ele vai junto na imagem — imagem não se pseudonimiza. E a evolução ditada por voz vai como foi falada: mascarar o campo do cadastro não protegeria nada, porque o nome costuma estar dentro da própria fala.
O que o provedor de IA faz com isso
A IA roda no Amazon Bedrock, com modelos Claude, da Anthropic. A AWS declara que o conteúdo do cliente não é usado para treinar os modelos de base e que os provedores dos modelos não têm acesso aos prompts e às respostas.21
A limitação que preferimos dizer na cara
O processamento de IA acontece em regiões da AWS nos Estados Unidos, não em São Paulo. Isso é uma transferência internacional de dados (LGPD, art. 33).17 Os Estados Unidos não constam da relação de países com nível de proteção reconhecido como adequado pela ANPD.19 O caminho previsto na lei, então, é o das cláusulas-padrão contratuais aprovadas pela ANPD, que devem ser adotadas sem alteração.18 Na prática: isso precisa constar do contrato e do registro de operações da sua clínica, e nós entramos nessa conversa com a informação pronta. O que sai do país: a foto da ficha, o texto transcrito da evolução falada e os textos pseudonimizados que montam o relatório. O que não sai: o áudio, as fotos guardadas, o cadastro, os documentos gerados e o registro de auditoria. São três regiões nomeadas, não “a nuvem”: Norte da Virgínia, Ohio e Oregon. Usamos perfis de inferência geográficos dos Estados Unidos, cuja lista de destinos é fixa — não perfis globais, que a AWS define como podendo rotear para qualquer região comercial do mundo. Avaliamos trazer o processamento para São Paulo e, em outubro de 2026, não é possível com os modelos que usamos: na região de São Paulo eles só existem em perfil global, que é justamente o que não tem fronteira. Preferimos a fronteira conhecida a uma promessa.
O que fica registrado
Cada ação sobre fichas e relatórios — quem fez, o quê e quando — fica em um registro de auditoria. Esse registro guarda identificadores e nomes de ação, não o texto clínico.
Os documentos são da clínica
Baixe o .docx de cada paciente ou o .zip com os relatórios do mês quando quiser, sem depender de nós. Para encerrar o uso e tratar do descarte dos dados, fale com a gente pelo e-mail de contato — o Manual do CFP orienta verificar essas cláusulas já na adesão.3
A decisão é sempre de uma pessoa
O rascunho só vira relatório depois que a terapeuta lê, ajusta e aprova. Cada sugestão da IA é mostrada antes e só entra com aprovação.
Direitos dos titulares
Os pedidos de acesso, correção, portabilidade ou eliminação de dados de um paciente são dirigidos à clínica, que é a controladora e mantém a relação com a família. O Evolutiva atende a clínica nesses pedidos, na condição de operador. Lembrando que a guarda do registro tem prazo próprio em cada conselho — 20 anos na fonoaudiologia6, no mínimo 5 na fisioterapia e na terapia ocupacional89 e no mínimo 5 na psicologia, com 20 anos para prontuários de estabelecimentos de saúde43 —, o que pode impedir a eliminação imediata.
Falar com a gente
Dúvidas sobre privacidade, sobre o contrato de tratamento de dados ou sobre o encerramento do uso e o descarte dos dados:
